sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Esses Brasileiros Fantásticos

 
     O post de hoje é para essa gente que só quer dignidade e respeito, o Povo Brasileiro. Povo que vem sendo golpeado desde o início de sua história, mas que sempre aguenta tudo firme e forte. E que sabe lutar quando necessário. Independência, Abolição, Proclamação da República. Abaixo a Ditadura, Diretas Já, Fora Collor. Só para citar alguns de nossos Momentos Históricos.
     E agora, essa insatisfação com o que nos é oferecido em troca de tanto trabalho e confiança em quem por nós foi colocado no poder. Mas, não esqueça, aprendemos na escola que democracia é "o governo do povo, pelo povo e para o povo". Você vê essa tal democracia?
     Tudo no país é superfaturado. Os políticos só aprovam aquilo que lhes trará algum benefício pessoal, sobrando ao povo a ilusão (ou não) de ter alcançado mais uma conquista. Leis que favorecem a corrupção, políticas sociais que visam apenas arrecadar votos das populações mais carentes ou menos esclarecidas. E, é lógico, que é de total interesse dos governantes que nos tornemos cada vez menos esclarecidos, isso facilita as falcatruas e a permanência deles no poder.
     Enquanto o desvio da verba pública alcança patamares imorais, convivemos com serviços públicos de péssima qualidade: saúde, educação, transporte público, infraestrutura, saneamento básico, segurança, qualidade de vida... tudo um caos.
    Há quem diga que não é com protestos e manifestações organizados em redes sociais, como os que ocorreram no ano passado, que se consegue alguma coisa, mas de que outra forma poderíamos nos fazer ouvir? Infelizmente até os protestos foram corrompidos, por mais pacífica que seja a intenção de um protesto, sempre há uma turminha infiltrada para promover a violência. Não dá mais nem para protestar. Já tentou entrar em contato com o site da Presidência da República? Você obterá respostas, mas de assessores que já tem textos prontos para todo tipo de situação.
     Espero que nas eleições que se aproximam todos nós tenhamos responsabilidade e consciência para não colocar "meleca" nas urnas.

    
Acredito que os vídeos abaixo resumam todo o nosso sentimento:

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Conheça a história do Papai Noel mais querido de Joinville!

   
Foto Maiara Bersch

arquivo pessoal
Quando não é Papai Noel, Aroldo da Silva veste jeans e camisa de gola polo num tom de azul muito vibrante. Quando não é Papai Noel, seu pulso esquerdo é adornado por um relógio preto de borracha. Quando não é Papai Noel, ele mora sozinho em um apartamento em Jaraguá do Sul, cuja cozinha é decorada com itens vermelhos.

Quando não é Papai Noel, Aroldo possui sete irmãos, três filhos homens, sete netos e três bisnetos. Quando não é Papai Noel, pratica Pilates em casa, caminha diariamente, assiste a filmes que compra em locadoras falidas. Quando não é Papai Noel, seu passatempo são equipamentos eletrônicos, como o celular e o Kindle que comprou recentemente.

Quando não é Papai Noel, ele não gosta de chuva, nem da areia da praia. Mas estamos em dezembro. Neste mês, no lugar de Aroldo, respira o Bom Velhinho. Agora que é Papai Noel, a cabeça fica encoberta por uma touca de cetim emoldurada por um tecido branco fofinho. É Natal, e Aroldo vira Papai Noel.

Aos 69 anos, faz sete que o aposentado se tornou o Papai Noel do Shopping Mueller, em Joinville. Antes disso, bem no início do novo milênio, a ideia cruzou a mente dele, tão rápido quanto sua esposa, Wally, pudesse dizer que não queria saber de barba comprida.

Em nome do amor, Aroldo esqueceu o pensamento. Mas o tempo dissera que a presença de sua amada no mundo estava por se findar brevemente. Após um período doente, nos últimos meses de 2006, Wally se despediu do companheiro com quem dividiu a vida por 42 anos.

Com o coração nos cuidados que precisava dispensar à mulher, Aroldo perdeu peso e, sem planejamento, a barba tomou conta do seu rosto. Quando estava para completar um ano da morte da esposa, decidiu se livrar dos fios brancos e deixar à mostra a face rosada. Até que o neto Ricardo _ único garoto da prole _ interveio. A sugestão do menino: "Vovô, por que você não vira Papai Noel?"

—Estava bastante fragilizado com a morte da minha esposa. O Bom Velhinho veio como uma graça para mim—, revela Aroldo.

No primeiro ano como Noel, quando trono ficava no terceiro piso do shopping, ele observou uma menininha subir as escadas rolantes correndo, empolgada, com os bracinhos no ar. Quando o enxergou, ficou parada por um instante e então saiu correndo na direção de onde tinha vindo, apavorada. Nada mais espontâneo e engraçado, considera o aposentado.

—Elas são muito naturais. O que me move a fazer isto é a alegria de estar com as crianças. Me cativa ver a riqueza que expressam no olhar e no sorriso.

Geralmente, segundo Aroldo, os meninos costumam chegar olhando as mãos do Noel à procura de balas, enquanto as garotinhas ficam no colo, curtem o velhinho. A garotada, muitas vezes, vem programada de casa: "Boa tarde, Papai Noel, eu te amo. Fui muito comportada neste ano e quero ganhar tal coisa". Pelo trono do idoso de vermelho, também passam muitos adultos, inclusive pedindo conselhos sobre seus filhos.

—Alguns pais confidenciam que a criança não está obedecendo, não quer estudar. Às vezes, preciso ser duro, rígido, porque eu me preocupo com a realidade deles em casa. Aí, tem pais que ficam bravos, dizem que dou lição de moral—, explica.

O carinho, no entanto, é muito maior do que as intempéries. Em 2013, emocionou-se com a visita de duas jovens mães e seus bebês, os dois deficientes físicos.

—Uma das crianças, tive que tomar no colo com cuidado extra para não machucar. O modo como as mães saíram vibrando com a beleza dos filhos após ver as fotos deles, isso me emocionou— conta, com as lágrimas rolando por seu rosto redondo.

Com lencinho branco de pano, seca a face molhada por baixo dos óculos de aro azul escuro. Alguns anos atrás, chegou no trono um menino com cerca de dez anos de idade em uma cadeira de rodas. O pai colocou o garoto no colo de Aroldo. Apesar de magrinho, o Noel teve dificuldades de se ajeitar na poltrona de veludo.

—Na hora, pensei que estava com o próprio Cristo no colo. Isso me veio no pensamento, o que senti era o peso de tanto sofrimento.

Além da emoção, o Bom Velhinho passa por algumas enrascadas de tempos em tempos. Uma garota perguntou, certa vez, como o Papai Noel percorre todo o mundo em uma noite e ainda presenteia todas as crianças. Também tem aqueles que indagam onde estão as renas e os duendes.

—Digo que a névoa que cerca as estrelas é um pozinho que mostra o rastro por onde passei. E que a noite de Natal é diferente da outras, muito mais longa—, diverte-se.

Entre os pedidos mais inusitados, estão vacas, cavalos ("de pelúcia, né?", perguntou Aroldo) e, neste ano, um pônei. Tem criança que faz pedido engraçado. Uma garotinha queria que Papai Noel dLuan Santana a Joinville, por exemplo. Outros dois meninos, após explicarem como funciona um jogo em inglês que adoram ao Noel, perguntaram quem seria o vencedor.

—Eles pensam que sou vidente—, diz Aroldo, às gargalhadas.

Aposentado na área de marketing, sua maior frustração é não ter um diploma. Mas ele garante que ainda vai cursar faculdade de design de produto para melhorar a vida das pessoas. Às vezes, o desânimo bate e ele pensa em deixar o posto do velhinho mais querido do pedaço. Apesar de ajudar a movimentar o comércio, o que o Bom Velhinho quer mesmo é que o Natal seja sentimento.

— Papai Noel não é uma coisa física, é uma crença, um imaginário. Eu acredito em Papai Noel.

A última véspera de Natal que passou com a família completa foi em 2005. No ano seguinte, após a morte da esposa, celebrou com um dos filhos na casa dos sogros dele, no Rio Grande do Sul. No Mueller, Aroldo termina sua função às 17 horas do dia 24 de dezembro. Das 18 horas ao badalar da meia-noite, neste Natal, ele visitará sete famílias em Joinville. Uma delas é acompanhada pelo Noel desde 2007. E dia 25, o que faz o Noel?

—Sou Aroldo da Silva e almoço com minha mãe, meus irmãos e minha família.
 
arquivo pessoal
arquivo pessoal
arquivo pessoal
 
Fonte: A Notícia 23-12-2013 (Tuane Roldão)

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Amazing Grace: O Hino que não Morre

    
      Há quase trezentos anos, uma canção maravilhosa encanta os quatro cantos da Terra. Serviu de inspiração inclusive para um filme, lançado em 2006. É por isso que hoje o Blog dos Lugares Fantásticos vai contar a história desse hino que arrepia até as almas mais intocáveis. 
   Amazing Grace é, sem dúvida, um dos grandes hinos
cristãos. Seu autor, o pastor inglês John Newton (1725-1807), foi um ex-traficante de escravos. Certo dia, durante uma forte tempestade, Newton entregou seu coração a Deus. 
    Pastor em Olney, na Inglaterra (1764 a 1780), John Newton faleceu com a idade de 82 anos, em 21 de dezembro de 1807. Ele resumiu sua vida e escreveu seu próprio epitáfio, que diz, em parte:

John Clerk Newton,

Uma vez um infiel e libertino,
Um servo de escravos na África,
Foi pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo
Preservado, restaurado, perdoado,
E nomeado para pregar a fé que ele
Tinha se esforçado muito para destruir ....

 
    Provavelmente escreveu Amazing Grace entre 1760 e 1770. Baseado em I-Crônicas 17:16-17, passagem em que o rei Davi rememora a misericórdia de Deus para com um homem tão insignificante e pecador como ele. Foi escrita para ilustrar um sermão no dia de ano novo de 1773 e fez parte dos "Hinos Olney", hinário de músicas compostas por John Newton e seu amigo, o poeta William Cowper. A melodia talvez seja de uma música entoada pelos negros escravos que viajavam nos navios ingleses.

    Nos Estados Unidos, Amazing Grace foi amplamente utilizada durante o Segundo Grande Despertar no início do século 19. Tem sido associada com mais de 20 melodias. Jonathan Aitken, um biógrafo de Newton, estima que o hino seja tocado cerca de 10 milhões de vezes por ano. Sua mensagem universal tem sido um fator significativo em sua passagem na música secular. Amazing Grace ressurgiu em popularidade nos EUA durante a década de 1960 e foi registrada milhares de vezes durante e desde o século 20, às vezes aparecendo nas paradas de música popular. Intérpretes famosos como Elvis Presley, B.J. Thomas, Aretha Franklin, Celine Dion, e mais recentemente, Susan Boyle, perpetuam a popularidade do hino.

    Philip Yancey narra um emocionante fato relacionado a uma apresentação de Amazing Grace. Ocorreu em 11 de junho de 1988, no estádio de Wembley, em Londres. Foi organizado um tributo a Nelson Mandela, que estava preso na África do Sul. Músicos famosos como Sting, Dire Straits, Stevie Wonder, George Michael, Bee Gees e Whitney Houston cantaram para uma multidão no estádio e fora dele. O evento foi transmitido para 67 países, para um público estimado em 600 milhões de expectadores.

    Uma cantora lírica foi convidada para finalizar o show: Jessy Norman. Ela cantaria Amazing Grace. Yancey conta: "Durante doze horas grupos de rock como Guns'n Roses estiveram atordoando a multidão com palavras de ordem ...Finalmente, chega a hora de ela cantar. Um simples círculo de luz acompanha Norman, uma majestosa mulher afro-americana usando um esvoaçante dashiki africano, enquanto atravessa o palco. Sem nenhum acompanhamento, sem instrumento musicais, apenas Jessy. A multidão se agita, nervosa. Poucos reconhecem a diva da ópera. Uma voz grita pedindo Guns'n Roses. Outros se juntam ao grito. A cena começa a ficar pesada.

     Sozinha, a capela, Jessye Norman começa a cantar, muito lentamente, os primeiros versos do hino.

    Uma coisa espantosa aconteceu no Estádio de Wembley naquela noite. Setenta mil fãs roucos ficaram em silêncio diante da ária da graça.

    Quando Norman chegou à segunda estrofe: "Tal graça me levou a temer assim que em Deus eu cri...", a soprano já tinha a multidão em suas mãos.

   Ao chegar à terceira estrofe: "Por provas duras passarei... mas pela graça irei morar na eternal mansão..."diversas centenas de fãs estavam cantando junto, cavando profundamente em lembranças já esquecidas em busca das palavras que haviam ouvido há muito tempo." (Maravilhosa Graça, p. 296/297).
 
     Veja o vídeo em que Jessye Norman ganha o público com "Amazing Grace":
 

Amazing Grace
Amazing Grace, how sweet the sound  
That saved a wretch like me
I once was lost but now am found
Was blind, but now I see
T'was Grace that taught my heart to fear
And Grace, my fears relieved
How precious did that grace appear
The hour I first believed
Through many dangers, toils and snares
We have already come
T'was Grace that brought us safe thus far
And Grace will lead us home
When we've been here a thousand years
Bright shining as the sun
We've no less days to sing God's praise
Than when we've first begun
Than when we've first begun

 
Maravilhosa graça
Maravilhosa graça, como é doce o som
Que salvou alguém como eu
Estava perdida mas agora me encontrei
Estava cega, mas agora vejo
Foi a Graça que ensinou meu coração a temer
E Graça, meus medos foram levados
Como é precioso que a graça tenha aparecido
Na hora em que acreditei
Com muitos perigos, sustos e medos
Nós viemos
Foi a Graça que nos levou a salvo para longe
E a Graça nos levou para casa
Quando estávamos aqui por muitos anos
Brilho forte como o do sol
Não temos menos dias para cantar para o prazer de Deus
Como quando começamos
Como quando começamos
     E de presente para vocês, a versão do hino interpretada maravilhosamente por Il Divo, no Coliseu, com legendas em português! Arrepia muuuuuiiitooooooooo!!!
 
Fontes:
De traficante de escravos a pregador - A história de John Newton. Brian Edwards. Ed. Fiel. 2001.
O sorriso escondido de Deus. John Piper. Shedd Publicações. 2002.
Maravilhosa Graça. Phlip Yancey. Ed. Vida. 2005.
www.gracaesaber.com (George Gonsalves)
 
Julie Christie do Brasil